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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os olhos acusadores





Havia um vilarejo, no interior de Minas Gerais, onde moravam seu João e outras pessoas que não saíam dali para nada.

Sendo pequeno o lugar, os moradores sabiam de tudo o que se passava na vida alheia. Certo dia, seu João precisou ir à cidade grande. Lá chegando, na vitrine de uma loja avistou um espelho. Seu João ficou pasmo e com o espelho na mão gritou:

– Mas o que o retrato do meu pai está fazendo aqui?

– Isso é um espelho – explicou o dono da loja.


– O senhor conheceu o meu pai? Sorrindo, o lojista explicou:

– Isso é um espelho.

– Não é! É o retrato de meu pai! Olha o rosto, a testa, o cabelo. E aquele sorriso desajeitado!
Seu João quis saber o preço e o comerciante vendeu-lhe baratinho. Naquele dia, seu João exibia um sorriso de imensa alegria. Ao chegar em um vilarejo, todos queriam saber.

– Deve ser um presente!

– Não é só uma caixa!

Chegando em casa e entrando com cuidado, colocou o espelho dentro de uma gaveta no seu quarto, e sua esposa ficou a observar curiosa.

No dia seguinte, ao sair para trabalhar, sua mulher correu para o quarto, abriu a gaveta e, afastando-se, fez o sinal da cruz. Fechou a gaveta e exclamou:

– Ah, Meu Deus, é o retrato de outra mulher! Meu marido não gosta mais de mim. A outra é linda, que pele... Ela é mil vezes mais bonita do que eu.

Quando seu João voltou do trabalho, achou a casa toda desarrumada e a sua mulher chorando no chão.

Ele indagou:

– O que foi isso, mulher? E ela lhe respondeu:

– Ah, seu traidor de uma figa! Quem é aquela jararaca naquele retrato?

– Que retrato? – perguntou.

– Aquele mesmo que você escondeu na gaveta!

Mesmo sem entender ele respondeu:

– Aquele é o retrato de meu pai.

Indignada, disse:

– Cachorro, miserável! Pensa que eu não sei a diferença entre um velho lazarento e uma jararaca feia?

– Velho lazarento coisa nenhuma! – gritou o homem ofendido.

Outras pessoas, escutando a gritaria, entraram para saber do que se tratava, encontraram a vizinha chorando e uma pessoa disse:

– Nunca gostei deste homem! Isso mesmo, larga dele.

– Aquele cafajeste arrumou outra! Ontem eu encontrei ele escondendo um pacote na gaveta e era o retrato de outra mulher.

Uma velhinha muito ansiosa foi ver a tal mulher, desembrulhou o pacote e espiou. Arregalou os olhos, soltou uma gargalhada e disse:

– Essa mulher parece sua bisavó! A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, arruinada, torta que eu já vi até hoje.

E completou feliz, abraçando a vizinha:

– Fica tranquila, a bruxa lá do retrato já está com os dois pés na cova!

Moral da história: tome cuidado antes de tirar conclusões precipitadas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Minha declaração de Amor 2



Tava pensando em nós dois
Buscando um jeito inédito pra falar de amor
E reparei que o tempo passou
Sonhando, pensando, querendo
Meus olhos caçando você
Pensando, sonhando, querendo
Minha boca mirando você

Já é
Suficientemente especial
Posso dizer
Que encontrei
A cara metade que eu sempre busquei

Basta olhar pra você
Pra minha boca querer
Um beijo bis
Pela sorte de ter
Alguém como você
Sou feliz


Minha declaração de Amor 1

Meu coração
Sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Hoje eu sei
Eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais
Muito além
Do tempo do vendaval
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração...

A Fé é essa


Uma coisa é a fé para pertencer ao Reino de Deus, outra coisa é a fé para conquistar os benefícios do Reino de Deus.
Antes de nascer de novo, por alguns momentos, Pedro teve fé para andar sobre as águas. Mas, não teve fé para manter-se sobre elas. As ondas do mar afogaram sua débil fé e começou afundar. Após seu novo nascimento, a fé o levou a enfrentar o Império Romano.
Infelizmente, a maioria cristã tem fé apenas para dar os primeiros passos sobre as águas. O pior é que esses passos dão a sensação de posse do poder total. Contudo, ao sinal da primeira ondinha, afundam com fé e tudo. Daí vêm as frustrações espirituais e o surgimento de crentes endemoninhados.
Só experimentando o novo nascimento se é capaz de evitar tal tragédia. Pois, uma vez nascido do Espírito Santo, a pessoa se torna espírito e sua natureza é espiritual. Isso significa ser nascido de Deus, ser de Deus, POSSUIR a natureza Divina. Por conta disso, nem o mundo inteiro é capaz de derrubá-lo. …porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo. I João 5.4
Esse é o poder que vence o mundo, a fé que conquista e mantém-se no Reino de Deus.
Extraído do Blog do Bispo Macedo

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Produtos de limpeza poluem a natureza

Substâncias são nocivas ao meio ambiente e também à saúde



A discussão e a busca pela preservação das riquezas do meio ambiente já fazem parte do dia a dia de todo o planeta. Porém, estudos ainda apontam que a poluição das águas, por exemplo, é um dos problemas atuais mais urgentes, que poderia ser amenizado com o uso de produtos ecologicamente responsáveis, que utilizam matérias primas de origem vegetal, livres de petroquímicos e biodegradáveis.
Os produtos de limpeza, muitos deles que desembocam no esgoto e vão direto para os rios e mares, são agentes com alto grau de poluição. Materiais de uso diário como desengordurantes, desinfetantes, detergentes líquidos, amaciantes e sabões em pó, possuem em sua composição substâncias nocivas não só à natureza, como também à saúde da população.
Conheça algumas dessas substâncias e fique atento aos rótulos das embalagens e à composição química do produto que você está adquirindo.
Fosfato: presente em maior percentual na composição dos detergentes. Apesar de eficaz, atua nos mananciais como adubo para plantas aquáticas e algas, além de esgotar o oxigênio da água.
Conservante: atua como componente bacteriostático. Não elimina as bactérias, apenas inibe a reprodução.
Formaldeído: tipo de conservante muito utilizado devido a sua efetividade e baixo custo. Em exposições crônicas, pode causar câncer.
Tensoativos: presentes nos detergentes, são responsáveis pela remoção das sujidades. Por lei, devem ser biodegradáveis, mas continuam sendo derivados de petróleo.
Branqueadores Ópticos: encontrados em sabão em pó e barra, são substâncias fluorescentes que, aplicadas ao produto, conferem tonalidade branca. Ao lavar a roupa, partículas do branqueador se prendem no tecido. Em contato com a luz, tais partículas dão a sensação de que a roupa ficou mais branca do que estava antes de ser lavada.
Fragrâncias e corantes: em geral, tais componentes, presentes nos produtos de limpeza, são derivados de petróleo, ou seja, sintéticos, que causam alergias e poluem o meio ambiente.  Nas formulações de origem vegetal as fragrâncias são de óleos essenciais e os corantes derivados de plantas.

Ar comprometido





Na estação mais quente do ano, brasileiros de todas as regiões do País diminuem a temperatura em casas, empresas ou carros recorrendo ao ar-condicionado, que entra em ação para aliviar a sensação desconfortável do clima abafado do lado de fora. Apesar do conforto, o aparelho é vilão para aqueles que sofrem com doenças como rinite, sinusite e outras alergias. Além disso, a falta de manutenção do equipamento e o uso inadequado trazem ainda mais problemas para quem tem o sistema respiratório mais sensível.

O médico Fabrizio Romano, da Academia Brasileira de Rinologia, explica que o ar-condicionado desidrata o ar do ambiente e resseca a proteção que reveste as mucosas das vias aéreas. “O aparelho retira umidade do local, deixando o ar seco, o que prejudica o bom funcionamento das vias respiratórias, desde o nariz até os pulmões”, afirma.

O ressecamento do muco do nariz destrói anticorpos e enzimas que protegem o corpo, expondo as pessoas ainda mais aos riscos de infecções.

O publicitário Bruno Rodrigues, de 34 anos, sofre com o ar gelado do equipamento na agência onde trabalha, no Morumbi, zona sul de São Paulo. “O ar bate direto na minha mesa. Por causa dele, minha rinite fica ainda pior no verão. Vivo com o nariz entupido”, conta. “Sempre deixo uma blusa na empresa”, completa Rodrigues.

Se o filtro do ar-condicionado estiver vencido, o uso pode enviar impurezas para o ambiente, provocando alergias e infecções. A manutenção do aparelho previne a proliferação de micro-organismos nocivos, como ácaros, bactérias, fungos e vírus transmissores de doenças, além de aumentar a vida útil do equipamento. Ou seja, a manutenção em dia garante a qualidade do ar que todos vão respirar. “O ideal para quem tem contato com o ar-condicionado é tomar bastante líquido e usar solução fisiológica nas narinas para evitar a desidratação”, alerta Romano.

Segundo o médico, é importante exigir que os aparelhos sejam limpos e os filtros trocados na frequência recomendada pelos fabricantes. “Com os aparelhos de ar-condicionado centrais, o próprio edifício tem essa responsabilidade”, conclui.

A variação repentina de temperatura também é um grande problema. Se na saída para o almoço ou após o fim do expediente você se deparar com um calor intenso do lado de fora, use uma blusa ao sair do escritório, mesmo que não esteja com frio. A recomendação, apesar de parecer estranha, pode te proteger contra uma possível pneumonia ou gripe.

O fim da Cracolândia?


O projeto Nova Luz da prefeitura de São Paulo promete revitalizar a área da conhecida “Cracolândia”, na zona central da capital paulista. Segundo o governo, a proposta servirá para a valorização dos prédios históricos, reforma de áreas públicas e criação de espaços verdes e de lazer. Apesar das afirmações e das promessas, o projeto vem causando polêmica, principalmente entre comerciantes e moradores pobres da região, que temem ser despejados.

O que mais preocupa a Associação dos Comerciantes do Bairro da Santa Ifigênia (Asci) são as possíveis desapropriações previstas para a região, baseadas na lei municipal 14.917/09, que trata sobre a concessão urbanística da cidade. “Nossa questão principal nem é contra o projeto em si. O que nós não concordamos é com um processo que só visa o lucro de um grande grupo imobiliário”, afirma Paulo Garcia, presidente da associação.

A polêmica lei foi criada pelo prefeito Gilberto Kassab, em 2009, para orientar as intervenções urbanas que exigem grandes investimentos.

Caso os comerciantes não consigam alterar a legislação, serão expulsos da
área, afirma o representante.

Luis Ramos, chefe da Assessoria Técnica de Planejamento Urbano da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), explica que o número de imóveis que será atingido pela “intervenção” do projeto é muito pequeno e que ainda é cedo para se falar em desapropriações. De acordo com ele, consórcio e prefeitura estão estudando mecanismos para evitar conflitos com os comerciantes. “Para as áreas que sofrerão intervenções, o primeiro caminho que a lei aponta é a negociação. Quem tem um imóvel na área poderá negociar uma troca no mesmo local ou em outro. As pessoas também poderão optar em fazer a venda. Só em última instância chegaremos à desapropriação”, afirma.

O Projeto Nova Luz tem cerca de 500 mil metros quadrados, uma área demarcada pelas avenidas Cásper Líbero, Ipiranga, São João, Duque de Caxias e rua Mauá. Abrange a revitalização de 45 quadras, das quais 12 serão demolidas. A inspiração para a revitalização vem de iniciativas urbanas realizadas em cidades como Barcelona (Espanha) e Nova York (Estados Unidos).

Outro ponto polêmico do projeto é a possível tentativa de “limpeza” social, ou seja, a eliminação da população pobre moradora da região para atender somente a interesses imobiliários. “A ideia da expulsão não corresponde à forma na qual o projeto está sendo encaminhado”, garante Ramos. Para Amélia Reynaldo, coordenadora do plano de urbanização da Zona Especial de Interesse Social (Zeis) do consórcio responsável pelo projeto, “a população pobre tem direito ao centro da cidade e isso não será diferente na Nova Luz”.
Para garantir moradia de baixa renda, o projeto possui áreas residenciais voltadas para isso: as Zeis, onde estão previstos 2.590 imóveis. E, segundo a prefeitura, a prioridade será das famílias que já moram no local. “Criar condições dignas de habitação para a população de baixa renda não é um favor nem do poder público nem do Projeto Nova Luz. A população moradora do local é um dado do projeto e faz parte da identidade da região”, afirma Amélia. “Outra possibilidade nunca esteve em discussão”, completa Ramos.

O representante do Movimento de Moradia Região Centro, Nelson Cruz da Souza, é contrário ao projeto. “Faz parte da operação higienista de acabar com os pobres no centro de São Paulo”, afirma.

Na opinião do professor Clovis Ultramari, doutor em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), é essencial que grandes obras urbanas tenham preocupação social. Ele explica que a mistura de classes é importante para o desenvolvimento das cidades. “A existência das Zeis garante a responsabilidade do projeto com os mais pobres”, afirma.

Segundo Ultramari, há poucos anos dificilmente essas comunidades seriam mantidas num projeto do porte do Nova Luz. Exemplo de ação no Brasil que deu certo é a do Recife Antigo, na capital pernambucana, que elevou a qualidade do patrimônio histórico degradado por anos de políticas públicas mal sucedidas.